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Publicidade no futebol

Nunca tive ABSOLUTAMENTE NADA contra a publicidade. Sério mesmo. Até pensava em fazer Publiciade e Propaganda após terminar Jornalismo, mas desisti neste último semestre após contatar a minha plena ignorância em alguns requisitos básicos para a profissão.


Mas meu estágio atual me fez criar uma ojeriza tremenda com relação especificamente a publicidade nas transmissões do futebol brasileiro.

Não satisfeitos em ter as placas ao redor do gramado, empresas criaram "tapetinhos" de borracha com uma estampa publicitária que, postados ao lado das goleiras, são a única coisa que se presta atenção quando o lance é nos arredores da linha de fundo.

Repetindo o início de parágrafo anterior, não satisfeitos com os "tapetinhos", eles criam as animações visuais, que ilustram o intervalo de forma até animada, mas nada informativa.

Além disso, tem os patrocínios chamados pelos narradores, internamente intitulados de foguetes. São aqueles que tiram até o tempo e placar da tela para aparecer no canto alto do vídeo, sempre com aquela frase clááááássica e muito clichê da marca, qualquer que ela seja.

Nas transmissões em canais fechados, é de praxe o anúncio de outros programas da grade, como outros jogos ou documentários e programas de debates esportivos.

A "inovação" do momento é a interatividade, tão desejada e explorada nesses tempos de falatório imenso sobre TV Digital. "Participe pela tecla de interatividade de seu televisor..." ou "Entre em nosso site para votar na nossa enquete..." são frases que aparecem pelo menos 4 vezes por partida transmitida.

Pra quem vê, muitas vezes passa despercebido. Mas a invasão da publicidade prejudica muitas vezes a proposta de passar informações durante o jogo.

Uma transmissão limpa, onde o narrador somente narrasse os fatos sobre a partida, onde o comentarista comentasse os acontecimentos do jogo, onde o repórter informasse os bastidores dos bancos de reservas e do gramado. Seria muito melhor, mais limpo, menos invasivo.

A transmissão de um jogo hoje em dia parece um varal de ofertas. Infelizmente.

Mas isso parece que será uma entre tantas outras lendas do Jornalismo.

Onde nenhum diretor de arte jamais esteve.

Simples e eficiente, a última fronteira! A fronteira da redação! No mundo de hoje, onde estética (muitas vezes a estética esteriotipada) tem um papel fundamental no nosso senso de julgamento daquilo que percebemos como belo. Isso significa que cada vez mais nossas barreiras de filtragem no cerébro para aquilo que vamos ou não dar atenção se tornam mais restritas e exigentes. No mundo da publicidade, como fazer anúncios que chamem atenção somente pelo conteúdo? A resposta é simples, tenha sempre um redator na manga. Brincadeiras a parte (o bom e velho "combate" entre direitores de arte que viram noites fazendo um layout e redatores que em cinco minutos preenchem uma folha de chamadas publicitárias no word), esse profissional é, por muitas vezes, o freio da complexidade do pensamento do diretor de arte (advindas, na minha opinião, da complexidade dos programas com que este trabalha) . Não em entendam errado, diretores de arte também conseguem pensar de maneira sucinta, mas não existe comparação entre a mente e por que não dizer, o contexto de um e de outro. O sistema de duplas de criação tem funcionado muito bem desde sempre, eu acho que é porque esses dois seres humanóides chamados redatores e diretores de arte não são iguais entre si, mas sim cada um representa uma metade. Se diretores de arte são da terra e redatores são de marte, todos se encontram na lua, quer dizer, no briefing.




Tudo isso foi só porque eu fiquei abismado com esse anúncio:



WTF?

Confesso que eu não sei se isso foi feito para uma campanha publicitária ou se foi pela pura e simples street art. Mas com certeza vale o registro. Esse tipo de criatividade merece mais atenção, pois não para de surgir. Aqui mesmo em Porto Alegre aconteceu algo parecido e em também há registros em Curitiba (porém no paraná era claramente uma ação publicitária). Grafitti, sticker art, ou qualquer destas vertentes de street art podem ser considerada uma nova tendência na publicidade?





Recentemente aqui na cidade tivemos o caso da camapanha "B" de divulgação da Bienal B, onde alguns lugares específicos acordaram pichados com um logotipo da bienal B. houve também adesivação em locais específicos (inclusive aqui na PUCRS).





Esse tipo de ação é bem válido (assim como tudo que é novidade, ela chama atenção), mas minha preocupação é a integridade da cidade. Não me entendam errado, pessoalmente e esteticamente me agrada bastante, mas e o resto da cidade e seus habitantes? Fica a dúvida abordada no nosso primeiro Programa Bugado: Até onde vai o respeito na relação publicidade x ambiente? Fiquei sabendo recentemente algo que me chocou bastante. Agora está proibido apliques laterais unindo dois outdoor para evitar poluição visual. Bem... cada um com suas idéias de soluções não?
E não se esqueçam, toda segunda feira, das oito horas até nove horas da noite, Programa Bugado no site: www.pucrs.br/radiofam

Simples e eficiente III

E não é que eu não paro de achar casos de simplicidade e eficiência? Legal é imaginar o desafio que o briefing deste deve ter sido. Como atraiar doações da populção em geral (mexeu com o bolso do cidadão) para um laborátorio? Não tenho idéia do país de origem, mas o cliente é MS Laboratory. A linha criativa (e custos) são muito simples: Um ator, e uma cabine personalizada. (Dessa vez nem carinho no ator precisou...). Ok, ok, vão haver piadinhas de "como o cara respira lá dentro?" mas nunca foi dito que era fácil ser ator. Mas temos todos que admitir que é melhor do que receber um flyer A6 entupido de texto e totalmente desinteressante. Legal mesmo é ver os esteriótipos bem trabalhados nessa camapanha. Como você define um cientista? Um homem de meia idade, grisalho e de jaleco branco. Fantástico não? O processo também é muito simples, (evidência disso foi a grande participação de crianças), depois que um certo número de doações, o cientista acorda e trabalha. A grande abrangência de públicos foi outro grande trunfo desta ação, já que desde crianças (fascinadas pela brincadeira) até idosos curioso podem participar. Não tem que não ache no mínimo interessante. Alguém mais se lembrou das belas estátuas vivas que habitam os parques? Ou até mesmo do kit de química da Estrela?



E não se esqueçam, toda segunda feira, das oito horas até nove horas da noite, Programa Bugado no site: www.pucrs.br/radiofam

Escala de Mudança


A agência de publicidade Escala, uma das maiores de Porto Alegre, mudou de endereço no início deste mês. Saiu da Av. Padre Cacique, 320 para um prédio moderno localizado na Carlos Gomes nº 300. Mas é claro que esse fato jamais poderia ter passado despercebido pelos seus clientes, concorrentes, fornecedores e muito menos pela mídia. Aliás, eles decidiram contar pra cidade inteira que estavam se mudando. Mas como fazer isso?

Resposta: com uma ação ousada de mídia que impactasse o maior número de pessoas da maneira mais inusitada possível.
Resultado: um outdoor ambulante carregado por estivadores desde a sede antiga da agência até o novo endereço circulando pelas principais ruas nesse trajeto.
Um projeto ambicioso, diga-se de passagem, mas é claro que não era um outdoor de verdade (que sabe-se lá quantos quilos deve pesar) e sim uma armação de medidas similares com uma lona comunicando a mudança e o novo endereço.

Então, na segunda-feira (03/09) um grupo de cerca de 30 pessoas, entre funcionários da agência, funcionários da Sinergy (empresa de mídias responsável pela ação e na qual eu trabalho), equipe de cinegrafistas e estivadores contratados percorreram o seguinte itinerário: Padre Cacique, Praia de Belas (Marinha), Ipiranga, João Pessoa, José Bonifácio (Redenção), Venâncio Aires, Osvaldo Aranha, Ramiro Barcelos, Mostardeiro, Goethe (Parcão), Eldoro Berlink, Plínio e finalmente Carlos Gomes.
A intenção inicial não era seguir pela Eldoro Berlink, mas sim pela 24 de Outubro. O problema é que causaria muitos transtornos ir contra o fluxo de carros nessa avenida.
O “cortejo” de 10 km por essas ruas durou cerca de 4 horas e possivelmente atingiu mais de 40 mil pessoas. Muitos talvez não tenham entendido a moral da ação. Alguns motoristas mais estressados reclamaram que poderíamos transportar o outdoor a noite, quando as ruas estivessem menos movimentadas. Outros sugeriram colocar em um caminhão alegando que seria mais rápido e não atrapalharia ninguém. Mas os mais ignorantes (ainda bem que foram poucos) sugeriram que colocássemos o outdoor num lugar nada adequado. Tsc tsc tsc...

The croc-eat-dog promotion

Acho que já dá pra começar uma série com estas incrívelmente simples e eficientes soluções. Dessa vez foi o Zoológico Neunkirchen (tentei muito e não descobri de onde ele é, mas suspeito que seja Alemanha). A proposta era aumentar as visitas através de um cupom de desconto de 20% para entrada, mas ao invés de uma distribuição com promoters trajando uniformes coloridos e chaveirinhos de celular como brinde, criou-se essa ótima ação que custou uma pessoa (que tem uma grande pinta de ser funcionário do próprio zoo),uma fantasia personalizada e alguns quilos de ração e carinho. O resultado? Nada mais, nada menos do que 15% de aumento no número de visitantes comparado a média de um mês comum. Se bem que o melhor resultado na minha opinião é a cara de indiferença e falta de noção do que está acontecendo do cachorro.






E não se esqueçam, toda segunda feira, das oito horas até nove horas da noite, Programa Bugado no site: www.pucrs.br/radiofam

Efeito axe e barbeadores em gravidade zero

Acho muito bacana como a Axe consegue manter um posicionamento único e sólido, mesmo indo para muitos lados diferentes quando o assunto é mídia. Além das tradicionais mídias impressas, ou eletrônicas, a marca é bastante aberta a sugestões de no-mídia. Também acho muito legal e um tanto quanto incrível que o grande elemento aglutinador de todas as peça não seja um recurso gráfico, ou um leit motiv, mas sim o bom e velho humor óbvio e bem... um tanto quanto machista. Ou seja, o fato de se utilizar, para passar a mensagem, um meio inovador e consequentemente causar surpresa (e comentários) no receptor tornou-se "marca registrada" (com o perdão do trocadilho) da marca Axe. Um bom exemplo são essas imagens que seguem.





Se parar pra analisar, cada um destas peças funcionariam individualmente porém elas se unem em um único contexto mais global, que nada mais é que:

"Eu sou macho e Axe me ajuda a pegar mulher!"

Este é outro fator de mérito da Axe, que assim como a Dove (com seu ótimo posicionamento, porém só de ida, em prol da 'real beleza'), seu esteriótipo de homem passa longe da montanha de músculos da Gillette (by the way, alguém aí já se barbeou no espaço?) com o creme de

barbear perfeitamente distribuído no rosto e suas bochechas lisinhas (ok, ok esteriótipos são parte da profissão que tu escolheu caio, aceite!) e chega bem próximo do magrinho de cabelo caxopa (quem lembra do Jeremias e a cidade das mulheres que ele não conquistou?). No mundo feminino de hoje (com diz o ótimo filme 'Do que as mulheres gostam': It's a women's world out there!) é de se aplaudir que ele consiga por vezes conquistar a atenção do público feminimo através da inversão da forma pelo conteúdo, ou você mulher, vai dizer que não achou no mínimo interessante um pictograma perseguindo o outro, ou então subindo na corda pra chegar a plaquinha do banheiro masculino?!

E não se esqueçam, toda segunda feira, das oito horas até nove horas da noite, Programa Bugado no site: www.pucrs.br/radiofam

Simples e inovador, a última fronteira

É sempre ótimo ver campanhas que fogem do usual (ao contrário da casa do pedrinho por exemplo), mas melhor ainda é ver clientes que aceitam ousadias como esta aí embaixo. Ao invés de toalhas de banho caindo uma em cima das outras em camêra lenta, ou mãos infantis apertando uma colcha e deixando sua marca, essa campanha do amaciante Puff (norte americanos e suas onomatopéias...) faz uma brincadeira com a inversão. Achei legal a coragem de inovar, isso sem contar o excelente trabalho de direção de arte. Uma ótima idéia, com layout simples e eficiente,com destaque pro pachshot de assinatura que tem uma certa relação com o resto da peça, não deixando de ser extremamente simples.





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Apologia às drogas?



Rolou muito comentário lá na redação da ZH. Esse anúncio da Gang, onde aparecem 6 jovens "felizes", foi veiculado no caderno Kzuka de sexta-feira (hoje, 14 de setembro). Aparentemente ninguém percebe. Mas, pelo menos pra mim, parece que o guri lá do fundo tá com um baseado na mão. O resultado disso é que a Gang saiu no prejú. O anúncio ia sair amanhã (sábado, 15 de setembro) no Diário de Santa Maria, e foi cancelado, sem a devolução do dinheiro da publicidade. Em um email, a Gang disse que não teve intenção, que pegou fotos aleatórias. Será?? Até parece...


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Aspiradores e Beleza Americana

Fazer anúncio de aspirador de pó, fugindo do estilo "Mega Vaporizer 2000" do polishop, ou então sem cair no cliché daquela modelo que dá um tapinha no tapete e pétalas de rosas enchem o ambiente no melhor estilo Beleza Americana. A solução encontrada pra estes anúncios é fantástica e ainda pro cima bate no apelo emocional que toda mãe de família tem (ou deveria ter...)
A chamada diz: "Se você não aspirar a poeira, seus filhos vão" OMG!!! Esses redatores... Como diria o colega mikael: "TÁÁ!!" Diretaço no ponto! Tudo bem, tudo bem... redação agressiva é redação boa... certo?



Falando em clichés de pétalas de rosas, que tal esse vídeo? Aaaaah... A famosa casa do pedrinho, that's a place to be hun?!







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Linha de vida

Pra quem observa detalhes, deve ter percebido uma novidade nos outdoors aqui da capital gaúcha (não sei se em outros lugares também). Trata-se de um cabo de aço que cobre toda a largura da estrutura na parte de cima. Por muito tempo divaguei sobre o que era aquilo, cheguei a acreditar que aquilo era uma maneira de reforçar o outdoor contra ventos fortes, até que, comentando com meu pai (engenheiro nato porém mente aberta o suficiente pra aceitar um filho publicitário :p) me dei conta de que existe ainda os grandes profissionais especializados em aplicar as folhas e as lonas e consequentemente a preocupação com a sua segurança. Concluímos então (comunicação integrada com engenharia... uma nova tendência?) aquela linha nada mais é que a chamada Linha de Vida, onde o funcionário se prende a ela e em qualquer acidente ou queda ele fica pendurado ao invés de cair no chão. Com o estritamento de leis e fiscalização sobre segurança no trabalho achei muito bacana essa adição dos EPI's (Equipamento de Proteção Individual) destes funcionários.
Agora uma aposta que eu faço com todo mundo: Quanto tempo até a criação se der contra deste novo "brinquedinho" pra inventar novos apliques em outdoor? Eu já pensei em alguns muito loucos :p



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Olla - Paródia ou plágio?

Pra quem não viu ainda, vale a pena conferir. Campanha da marca de camisinhas Olla, que mais parece uma paródia à campanha do Itaú... Alguém lembra? Não sei de quem é a criação da "cópia", resta saber se ela foi bem ou mal intecionada. Mas com certeza ficou muito bem pensado, principalmente e obviamente na parte de redação ( esses redatores...). Outra questão a se analisar é aquela discutida no nosso primeiro podcast ( em breve no blog o primeiro episódio para download ou escuta online). Seria essa linguagem uma falta de respeito aos públicos impactados, que se tratando de outdoor, não são poucos? Segue abaixo a campanha do Itaú com imagens retiradas daqui e a campanha da Olla que eu recebi por email.


Itaú:





Olla:















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